Corrupção parece não ter afetado voto do brasileiro
De acordo com a pesquisa, 62,5% desses municípios reelegeram seus prefeitos, a despeito de indícios de corrupção ou irregularidades graves nas gestões municipais. Em todo o país, a taxa média foi de 67%, segundo a Confederação Nacional dos Municípios. Desde 2005, foram auditados 660 municípios com menos de 500.000 habitantes. Em 195 cidades, a CGU identificou pelo menos uma irregularidade grave ou sinal de corrupção. Apesar disso, dos 322 prefeitos que concorreram à reeleição, 122 conseguiram um novo mandato.
Entre os indícios de corrupção detectados pela CGU estão desvios de verbas, direcionamento de licitação ou restrição à competitividade, notas fiscais "frias", não comprovação de gastos e de saques e recebimento ilegal do Bolsa Família por servidores. Elson de Oliveira (PT), por exemplo, reeleito em Tanque Novo (BA), foi alvo de uma auditoria que viu "indícios de simulação de licitação" para transporte escolar nas férias. O valor do pagamento, negado pelos supostos contratados, foi de 56.000 reais.
Ainda segundo o levantamento, em 22 municípios onde houve reeleição, servidores públicos ou parentes recebiam ilegalmente o Bolsa Família. Um dos beneficiados era, inclusive, a filha de um vice-prefeito encarregada pelo próprio cadastramento. Por outro lado, 73 cidades não reelegeram seus prefeitos após a divulgação da CGU. Foi o caso de Adelson Ferreira de Figueiredo (PT do B), que concorreu novamente ao cargo em Vitória do Jari (AP). Ele fez compras da sua residência oficial com recursos do Programa de Atenção ao Idoso.
Fonte: Veja.com. Leia mais!
