Pesquisa Eleitoral
     É melhor fazer com quem sabe

   
 
 

As pesquisas eleitorais são indicadores da opinião pública sobre a intenção de voto nos períodos eleitorais. Durante as campanhas, os resultados servem para a elaboração de estratégias de ação por parte dos partidos e também para conhecer a situação dos candidatos nos colégios eleitorais, ou seja, região de onde receberá votos.

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Sexta-feira, 5 de Dezembro de 2008

Almeida Lima critica pesquisas eleitorais

A Comissão de Constituição e Justiça da Assembléia Legislativa de São Paulo aprovou em caráter conclusivo na tarde da última quarta-feira, dia 26/11, a moção 70/2008 de autoria do 2º Vice-Presidente, deputado Luís Carlos Gondim (PPS). O documento apela para os Srs. Presidentes da Câmara dos Deputados e do Senado Federal, bem como aos Líderes Partidários, para que seja criada norma que puna o empresário e o instituto de pesquisas que divulgue informação que estimule no eleitorado o voto no candidato falsamente divulgado como favorito.

Embora regulamentadas quando, de acordo com a legislação eleitoral, registradas nos Tribunais Eleitorais, as pesquisas eleitorais são criticadas por muitos sociólogos, cientistas políticos e também políticos como é o caso do deputado Gondim e do senador Almeida Lima (PMDB-SE) que afirma que a pesquisa não conscientiza o eleitor, nem o esclarece sobre o candidato e ainda tem um custo altíssimo.
Para Gondim as pesquisas induzem o eleitor a votar no candidato que aparece na primeira colocação. Se os números são verdadeiros não sei, mas sei que a pesquisa induz o eleitor a votar sempre no candidato que está na frente - disse o deputado.
Gondim avalia que esta forma de eleger um candidato traz conseqüências negativas aos eleitores, porque a população não elege o candidato com melhores propostas de governo e sim o que está na frente das pesquisas. Se proibiram a boca de urna por ser determinante no resultado das urnas porque não proíbem as pesquisas? A meu ver, elas influenciam tanto quanto a boca de urna e ambas são peças caras em uma campanha. - disse Gondim.
Além da forte influência sobre a escolha do candidato, Gondim também cita o custo alto das pesquisas eleitorais. Tanto para a realização quanto para a publicação de pesquisas é necessário recurso, o que já restringe o acesso a apenas candidatos com dinheiro em campanha. Este é o quadro do sistema eleitoral no Brasil que sofre com o abuso de poder econômico e político - disse o deputado.
A redação da moção consta que são inúmeros os erros e contradições entre os Institutos de Pesquisa que passam despercebidos do grande público ou, na melhor das hipóteses, são justificados com argumentos como margem de erro. Gondim analisa que os meios de comunicação e clientes de pesquisa deveriam contratar auditores independentes para verificarem a qualidade do cálculo dos erros apresentados pelos institutos.
Fonte: Comunique-se.