Pesquisa Eleitoral
     É melhor fazer com quem sabe

   
 
 

As pesquisas eleitorais são indicadores da opinião pública sobre a intenção de voto nos períodos eleitorais. Durante as campanhas, os resultados servem para a elaboração de estratégias de ação por parte dos partidos e também para conhecer a situação dos candidatos nos colégios eleitorais, ou seja, região de onde receberá votos.

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Segunda-feira, 12 de Janeiro de 2009

Corrupção parece não ter afetado voto do brasileiro

Denúncias de corrupção ou irregularidades não parecem ter afetado o voto dos brasileiros nas últimas eleições municipais, sugere um levantamento publicado nesta segunda-feira pelo jornal Folha de S. Paulo. O estudo foi feito com base no registro de irregularidades nos mandatos que se encerraram em 2008. A conclusão é que houve reeleição na maioria das cidades em que auditorias da Controladoria Geral da União (CGU) apontaram indícios de corrupção e onde prefeitos concorreram novamente ao cargo.

De acordo com a pesquisa, 62,5% desses municípios reelegeram seus prefeitos, a despeito de indícios de corrupção ou irregularidades graves nas gestões municipais. Em todo o país, a taxa média foi de 67%, segundo a Confederação Nacional dos Municípios. Desde 2005, foram auditados 660 municípios com menos de 500.000 habitantes. Em 195 cidades, a CGU identificou pelo menos uma irregularidade grave ou sinal de corrupção. Apesar disso, dos 322 prefeitos que concorreram à reeleição, 122 conseguiram um novo mandato.

Entre os indícios de corrupção detectados pela CGU estão desvios de verbas, direcionamento de licitação ou restrição à competitividade, notas fiscais "frias", não comprovação de gastos e de saques e recebimento ilegal do Bolsa Família por servidores. Elson de Oliveira (PT), por exemplo, reeleito em Tanque Novo (BA), foi alvo de uma auditoria que viu "indícios de simulação de licitação" para transporte escolar nas férias. O valor do pagamento, negado pelos supostos contratados, foi de 56.000 reais.

Ainda segundo o levantamento, em 22 municípios onde houve reeleição, servidores públicos ou parentes recebiam ilegalmente o Bolsa Família. Um dos beneficiados era, inclusive, a filha de um vice-prefeito encarregada pelo próprio cadastramento. Por outro lado, 73 cidades não reelegeram seus prefeitos após a divulgação da CGU. Foi o caso de Adelson Ferreira de Figueiredo (PT do B), que concorreu novamente ao cargo em Vitória do Jari (AP). Ele fez compras da sua residência oficial com recursos do Programa de Atenção ao Idoso.


Fonte: Veja.com.