
As pesquisas eleitorais são indicadores da opinião pública sobre a intenção de voto nos períodos eleitorais. Durante as campanhas, os resultados servem para a elaboração de estratégias de ação por parte dos partidos e também para conhecer a situação dos candidatos nos colégios eleitorais, ou seja, região de onde receberá votos. Em geral, as pesquisas eleitorais são Ad Hoc, ou seja, encomendadas.
Além da intenção de voto, outros fatores que podem ser medidos através delas são: rejeição, influência de apoios políticos, potencial de voto, avaliação dos governantes e problemas nos municípios. Já no dia da eleição os pesquisadores realizam a chamada “boca de urna”, ouvindo a opinião de quem já votou.
Para saber quantas pessoas precisam ser ouvidas, o instituto de pesquisa faz a seleção, por amostragem, de uma parcela da população que tenha as mesmas características da cidade na qual a pesquisa eleitoral será realizada. Por exemplo, se o município tiver 60% de mulheres e 40% de homens, os entrevistadores deverão manter essa proporção, que vale para grau de instrução, renda, idade entre outros itens que o instituto julgue necessário.
A amostra é feita segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), dos Tribunais Regionais Eleitorais (TRE’s) e Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Os entrevistadores costumam ir aos domicílios, escolhendo grupos que atendam o perfil especificado.
Já a margem de erro depende do tamanho da amostra e dos resultados encontrados. Quanto maior a homogeneidade e a amostra, menor a margem de erro. Ela não invalida o resultado da pesquisa.
Os resultados são exibidos nos sites dos institutos que realizaram a pesquisa de intenção de voto, durante programas jornalísticos de rádio e televisão, publicadas em jornais e revistas e também, divulgado(s) pelos candidatos que saem “vitoriosos” nas pesquisas eleitorais.